MUDANÇAS NAS EMPRESAS

RESISTÊNCIAS & CONSEQUÊNCIAS

José Francisco de Morais

Diretor e Consultor Corporativo

COMANDA Educação Corporativa

Na vertente das resistências, vale ressaltar que as empresas não são vulneráveis aos movimentos autônomos, elas são extremamente resistentes, muitas vezes nem os donos ou Conselho de Administração conseguem mudá-las por conta do modo de pensar dominante, sendo uma de suas manifestações a cultura corporativa.

As organizações em geral são conservadoras, inertes ou reativas em função da dependência de uma ordem estabelecida. Ainda neste escopo ressaltamos que as forças organizacionais tendem a manter a empresa em estado firme (os subsistemas e seus relacionamentos mútuos forçam e tendem a preservar o modo de operações da empresa)

GERADORES DE RESISTÊNCIA ÀS MUDANÇAS

Alteração na Estrutura de Poder;
Perda da economia de escala;
Sacrifício às vantagens da especialização em pessoal, programas e equipamentos;
Inclinação natural para preservar valores e o “status quo” estabelecido;
Um processo afiançado no passado;
Incapacidade de análise ambiental;
Compromissos psicológicos e sociais para com produtos, pessoas, processos e organizações existentes;
Vultuosos investimentos de capital em instalações duradouras;
Normas ou associações da indústria ou carteis que perpetuam o modo de pensar ligado à indústria;
Uma atitude insular da cúpula administrativa, que olha mais por dentro do que por fora, com um senso de compromisso e interesse investido nas decisões do passado;
Medo do desconhecido, pela falta de compreensão das implicações da mudança;
Percepções diferentes quanto aos benefícios que a mudança trará;
Baixa tolerância natural para as mudanças (falta de interesse para ampliar capacitação);
Não identificação dos pontos abstratos das mudanças (esquecimento de pequenos aspectos que causam grandes impactos);
Não trabalhar as fases psicológicas da mudança (pouca preocupação em identificar as forças da resistência);
Modos, comportamentos e pensamentos previamente programados (inclinação à reversão) ou rejeição ou bloqueio perceptivo da realidade (mente bloqueada às inovações);
Extrema especialização, filtrando para fora todas as entradas de informações, exceto aquelas com estreita faixa de interesse para os indivíduos ou para a organização;
A força da cultura organizacional costuma ser tão forte a ponto de padronizar a percepção e a capacidade de integração dos indivíduos, desencorajando-os ao questionamento e a inovação, induzindo-os a acomodação e ao conformismo
Identificação inadequada da natureza e magnitude da mudança

CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA

São diversas as consequências mas vamos dar destaque à três delas:

Perda de reserva de cultura e perda de reserva de valores;
Criação de vácuos de simbolismo, provocadas pelas mudanças, com a destruição de significados que povoam o imaginário social, criando sentimento de paganismo no interior das organizações;
As mudanças enfraquecem os controles e invalida padrões de desempenho (conhecidos e aceitos)

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Agradecemos pela leitura desta resenha e colocamo-nos ao seu dispor.