COMO MELHORAR O CLIMA PARA TOMADA DE DECISÃO

É aumentando o grau de comprometimento através da participação que iremos melhorar o clima para a tomada de decisão.

Quando a participação não aumenta o compromisso? A participação que não influencia a decisão a ser tomada, não afeta o grau de compromisso.

Existem diversas atitudes que impulsionam o comprometimento através da participação. Uma destas atitudes é a utilitária. Alguns gerentes veem a participação como uma técnica para motivar ou satisfazer os empregados.

Outra delas é a humanística, quando a participação é vista como um modo apropriado de se relacionar com os empregados. Essa percepção tem sua origem na teoria “Y” a respeito da natureza humana.

Uma terceira forma de legitimar a participação é pela via holística, os gestores acreditam que a participação faz parte da vida organizacional e a entendem como uma forma “utilitária” de obter melhores resultados decisórios, com um maior grau de comprometimento, encorajando o desenvolvimento e aumentando a produtividade e também como uma forma “humanística” de comportamento vivencial apropriado.

Vamos a seguir apresentar algumas possíveis formas de se conseguir o desenvolvimento de participação efetiva em busca do consenso.

Uma delas é como se forma uma equipe decisória? Existe 4 estágios de desenvolvimento na formação dos grupos de decisão: coletivo (com pessoas executando tarefas independentes), grupo para troca de informações, grupos de trabalho e grupos criativos.

Uma forma é o comportamento de tarefa versus comportamento de sustentação. O comportamento de “tarefa” mantém as coisas no rumo certo (ex. esclarecimento de questões ou informações; pesquisa ou fornecimento de informações, busca de consenso) enquanto que o comportamento de “sustentação” mantém a harmonia e a cooperação do grupo (ex. abertura assegurando que o canal de comunicação se mantém aberto) e harmonização (assegurando que os conflitos não impeçam a cooperação).

Um outro caminho para melhorar o clima na tomada de decisão está relacionado com o papel do líder que procura construir e desenvolver as atividades, no âmbito do grupo, para que tenham as informações e a compreensão necessárias que levem ao consenso.

Uma outra questão é quando é mellhor passar para a decisão individual.

Se a decisão é muito urgente, num tempo limitado, se a qualidade da decisão é muito essencial e o grupo não possui o conhecimento técnico suficiente que atravessa uma crise real de entendimento, uma decisão tomada individualmente, pelo gestor pode ser a medida mais apropriada.

Um último aspectos a considerar são os “perigos” do raciocínio em grupo. Os grupos que se acomodam com suas normas e comportamentos, tornam-se complacentes a respeito de suas decisões, podem “estacionar” ou até mesmo se deteriorar. Fornecer novas informações, obter “feedback”, do tipo “teste de realismo” sobre seus procedimentos decisórios são medidas para evitar os “perigos” de raciocínio em grupo.

José Francisco de Morais

Diretor e Consultor

COMANDA Educação Corporativa

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